12/09/2026

Notícia/Região

Três companheiras de Policiais Militares morrem em sete meses


Em apenas sete meses, três mulheres que eram companheiras de policiais militares morreram em ocorrências envolvendo tiros. Em dois casos, os maridos estão presos por feminicídio. No terceiro, o policial é investigado como suspeito.

Gisele Alves foi morta com um tiro na cabeça, em fevereiro, em São Paulo. O tenente-coronel Geraldo Rosa Neto alegou que a esposa havia usado a arma dele para cometer suicídio, mas ele se tornou réu por feminicídio.

Em Belo Horizonte, Michele Leão morreu cinco meses depois. O policial militar Eduardo Abner Pereira afirmou que ela havia caído da escada. Lesões no corpo, sangue encontrado no apartamento e depoimentos levaram à prisão do policial.

Já em São Paulo, Vinícius Costa Silva está preso e é investigado pela morte da esposa, Larissa Morata, de 29 anos. O caso ainda está sendo apurado.

A Polícia Científica tem papel fundamental nessas investigações. A perícia pode, por exemplo, determinar a distância do disparo e ajudar a verificar se a versão apresentada pelo suspeito é compatível com as evidências.

O tema também envolve a saúde mental dos policiais. A PM de São Paulo afirma manter atendimento especializado. Segundo a SSP-SP, foram realizados 74.180 atendimentos nos últimos três anos.

Para o psiquiatra forense, o acesso imediato a uma arma pode aumentar o risco de reações agressivas mais graves, principalmente em relações marcadas por forte apego emocional.

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