Você gosta de pão de queijo? Imagino que sim, né? Com casquinha crocante e dourada por fora e recheio macio por dentro, o pão de queijo tem origem incerta, mas o poder simbólico e a referência em Minas Gerais são inegáveis. Uma boa notícia é que essa amada iguaria mineira foi eleita a terceira melhor comida de café da manhã do mundo segundo a enciclopédia gastronômica “Taste Atlas”, em ranking publicado no último mês.
Nosso pãozinho recebeu a nota 4,7 (de 5 pontos possíveis) no levantamento realizado pela publicação, passando à frente do célebre croissant francês — que ficou em nono — e dos rolinhos de canela americanos, em 39º.
De acordo com a publicação do Taste Atlas, o pão de queijo tem origem nas invenções culinárias dos escravos africanos, quando estes passaram a utilizar o resíduo da mandioca. Um pó branco fino, ou goma, era enrolado em bolas e assado. Na época, não se acrescentava queijo, era só goma cozida, mas no final do século 19, com o fim da escravidão, outros alimentos começaram a ser disponibilizados aos afro-brasileiros pela primeira vez.
No estado de Minas Gerais, o centro leiteiro do Brasil, queijo e leite começaram a ser adicionados aos bolinhos de amido, e foi criado o pão de queijo.
O ranking traz outros 10 pratos. O clássico mineiro ficou atrás do “Komplet Lepinja”, que é um pão sírio com creme, ovo e pedaços de carne servido na Sérvia, que ficou em 2º lugar; e o “Roti Canai”, que é um pão frito, feito de farinha, ovo e gordura de origem indiana servido na Malásia, que ficou em 1º no ranking.
1º Roti canai, da Malásia;
2º Komplet lepinja, da Sérvia;
3º Pão de queijo, do Brasil;
4º Kanelbulle, da Suécia;
5º Mercimek çorbasi, da Turquia;
6º Chilaquiles, do México;
7º Guisado de carne vietnamita (Bò kho), do Vietnã;
8º Placinta aromâna, da Romênia;
9º Croissant, da França; e
10º Katmer, da Turquia.