Imaginar uma vida perfeita, harmoniosa e bela seria por si só, um visão míope, ensimesmada e misantrópica de uma existência medíocre regida pelos deuses e pelas forças naturais.
Persistir em distorções cognitivas é como tentar mover uma montanha utilizando-se de forças mecânicas humanas falíveis.
Encontrar felicidade no absurdo de viver a empurrar uma pedra contra o desfiladeiro de uma montanha, como sísifo fora castigado a fazer interminavelmente, é dar vazão ao sentido único de viver, a saber, a luta consciente contra a derrocada inadiável.
O que resta ao homem, apelar aos berros e com gritos contra um mundo que insiste em manter um silêncio irracional? encerrar sua dor psíquica em atos de suicídio egoísta, altruísta, anômico ou fatalista? Ou compreender que erguer a pedra morro acima é também ser erguida por ela!
Como disse Albert Camus, "deixo sísifo na base da montanha! As pessoas sempre reencontram seu fardo. [...] a própria luta para chegar ao cume é suficiente para encher o coração de um homem"
PSIQUIATRA COM FORMAÇÃO EM MEDICINA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA E RESIDÊNCIA MÉDICA EM PSIQUIATRIA PELO CENTRO HOSPITALAR PSIQUIÁTRICO DE BARBACENA DA FUNDAÇÃO HOSPITALAR DE MINAS GERAIS.
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