A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu a investigação sobre a morte de um sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), de 39 anos, ocorrida em 4 de março de 2026, em Campo Belo.
Segundo o inquérito, o homicídio foi planejado e executado por integrantes de uma organização criminosa em retaliação à atuação do militar no combate ao tráfico de drogas na região.
As investigações tiveram início imediatamente após o crime. As equipes da PCMG realizaram levantamentos no local, analisaram imagens de câmeras de segurança, extraíram dados de aparelhos celulares e ouviram testemunhas.
Conforme a apuração, os envolvidos passaram a monitorar a rotina do sargento antes do homicídio. Nos dias que antecederam o crime, integrantes do grupo teriam acompanhado os deslocamentos do militar e levantado informações sobre as rotas utilizadas por ele.
Na véspera do assassinato, uma equipe da PMMG realizou o monitoramento de um imóvel onde um dos investigados estaria escondido. A aproximação dos policiais foi registrada por câmeras de segurança e, de acordo com a investigação, teria motivado a determinação para a execução do militar.
No dia 4 de março, os envolvidos utilizaram uma motocicleta para chegar ao local onde o sargento estava. Um dos investigados teria efetuado os disparos utilizando uma pistola calibre 9 milímetros. Outro teria conduzido a motocicleta, enquanto os demais teriam prestado apoio e participado do monitoramento prévio da vítima.
O homem apontado como executor morreu no mesmo dia, após entrar em confronto com policiais militares. Durante as ações relacionadas ao crime, foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, munições, um revólver calibre .38 e aparelhos celulares.
Ao final do inquérito, cinco investigados foram apontados pela participação no homicídio qualificado, cometido mediante emboscada e contra agente de segurança pública. Um deles foi apontado como mandante, outro como executor e os demais como participantes da ação, incluindo o responsável por pilotar a motocicleta e envolvidos no monitoramento da vítima.
A investigação também identificou possíveis envolvimentos dos integrantes do grupo em outros crimes. Três investigados foram indiciados por integrar organização criminosa. Outros três foram indiciados por lavagem de capitais, relacionada à aquisição de bens com dinheiro em espécie atribuído à organização.
Durante a apuração, a PCMG apreendeu um caminhão vinculado a um dos investigados e uma blusa que teria sido utilizada durante o monitoramento da rotina da vítima. Os investigadores também identificaram outros bens que teriam sido adquiridos em dinheiro com o objetivo de ocultar valores pertencentes à organização criminosa.
Um dos investigados também foi indiciado por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.