12/09/2026

Notícia/Campo Belo

Minas Gerais tem a terceira gasolina mais cara do país

Foto: Ilustrativa

Minas Gerais é o terceiro estado brasileiro com a média do litro da gasolina mais alta. Apenas no Acre e o Rio de Janeiro os motoristas pagam mais caro pelo combustível, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP). Os dados da última semana de abril, mostram que os mineiros pagaram em média R$ 4,794 pelo litro da gasolina, enquanto a média nacional ficou em R$ 4,504. Em Belo Horizonte, o valor médio também ultrapassa o do país: R$ 4,719.

Na segunda-feira passada, a Petrobras anunciou um aumento de 3,5% no preço médio do litro da gasolina nas refinarias, a partir da terça-feira. Com isso, o preço está em R$ 2,045. É o maior valor desde 23 de outubro do ano passado (R$ 2,0639). Foi o segundo reajuste em uma semana. O anterior, de 2%, ocorreu no dia 23.

O repasse de preços ao consumidor final, segundo a petroleira, depende das distribuidoras e revendedoras, do valor do etanol anidro misturado à gasolina, entre outros fatores. Mas o que se percebe é uma alta generalizada nas bombas, principalmente no interior. O peso é maior ainda nas pequenas cidades do extremo Norte do estado, onde o preço da gasolina passa de R$ 5, bem acima das médias nacional e estadual. E a notícia ruim para os consumidores é que a tendência é de que os preços venham subir mais ainda.

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O valor mais alto da gasolina verificado ontem pelo Estado de Minas foi em Espinosa (31,6 mil habitantes, cidade historicamente castigada pela seca, distante 700 quilômetros de Belo Horizonte), onde o produto era vendido a até R$ 5,25 o litro na bomba. “Acho esse valor muito alto. Não sei como funciona isso (o controle de preços dos combustíveis), mas o preço deveria ser tabelado. Esse valor é injusto”, reclama o motorista Paulo Sérgio dos Santos Rodrigues, morador de Espinosa, onde trabalha com a prestação de serviços de transporte na região.

Espinosa fica a apenas 30 quilômetros da Bahia, onde os preços dos derivados de petróleo são mais em conta do que em Minas por causa da diferença de alíquota no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Por isso, muitos consumidores do município preferem encher o tanque em cidades baianas como Urandi (a 30 quilômetros de distância) e em Guanambi (a 100 quilômetros). “Isso é até ruim para a cidade, já que o dinheiro deixa de circular aqui”, lamenta Paulo Sérgio.

Outra cidade mineira onde os consumidores precisam desembolsar mais dinheiro na hora de ir ao posto é Montalvânia (de 15,02 mil habitantes), também situada na divisa com a Bahia, a 770 quilômetros de BH. Lá, o preço da gasolina comum ontem estava a R$ 5,089,  R$0,0585 a mais do que o preço médio no país e R$ 0,769 a mais do que o valor à vista de um litro de gasolina em posto da Região Central de Brasília, por exemplo, no mesmo dia (R$ 4,320).

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