Pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, desenvolvem uma pílula anticoncepcional masculina que ainda está em fase de testes em animais.
A proposta é que o medicamento seja tomado 30 minutos antes da relação sexual, com efeito de seis a oito horas. A substância busca bloquear temporariamente a mobilidade dos espermatozoides, impedindo a fecundação, sem comprometer a fertilidade após o fim de sua ação.
Liderado pelos farmacologistas Jochen Buck e Lonny Levin, o projeto recebeu um novo financiamento do Instituto Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano (NICHD), com duração de quatro anos, para avaliar a segurança antes dos testes clínicos. Esta é a terceira bolsa destinada à pesquisa desde 2020.
Em 2024, os cientistas apontaram fatores históricos, culturais e a resistência da indústria farmacêutica como obstáculos ao avanço da contracepção masculina.