18/04/2026

Notícia/Campo Belo

Especialistas alertam que excesso de telas pode afetar saúde óssea de crianças

Foto: Canva

O aumento do tempo que crianças passam diante de celulares, tablets e computadores tem gerado preocupação entre especialistas. Além de influenciar o comportamento e a visão, o hábito pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos, especialmente quando substitui atividades físicas comuns da infância, como correr, pular e brincar ao ar livre.

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A infância é considerada uma fase essencial para a formação da massa óssea, estrutura que dará sustentação ao corpo ao longo da vida. A falta de movimento nessa etapa pode reduzir estímulos importantes para o fortalecimento dos ossos.

De acordo com orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), crianças e adolescentes devem realizar, em média, pelo menos 60 minutos diários de atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa, preferencialmente exercícios aeróbicos.

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Segundo o ortopedista Fabiano Nunes, da Beneficência Portuguesa de São Paulo, movimentos que envolvem impacto, como correr e saltar, contribuem para estimular o crescimento e o fortalecimento da estrutura óssea. Quando a rotina infantil passa a ser mais sedentária, com longos períodos em frente às telas, esse estímulo natural diminui.

Outro ponto observado por especialistas é que o uso prolongado de dispositivos eletrônicos pode favorecer postura inadequada, fraqueza muscular e dores, fatores que também interferem no desenvolvimento saudável do sistema musculoesquelético.

Problemas na formação óssea durante a infância podem trazer consequências no futuro. Entre elas estão maior risco de fraturas, redução da densidade óssea e doenças como osteopenia e osteoporose, além de dores articulares e alterações posturais.

O excesso de tempo em ambientes fechados também reduz a exposição ao sol, importante para a produção de vitamina D, nutriente fundamental para a absorção de cálcio e para a manutenção da saúde dos ossos.

A OMS ainda estabeleceu como meta global reduzir em 15% os níveis de inatividade física entre adolescentes e adultos até 2030, em comparação com os índices registrados em 2010.

Quanto ao uso de telas por crianças e adolescentes, as recomendações atuais indicam limites de acordo com a idade:

  • Menores de 2 anos: não devem ter contato com telas;
  • De 2 a 5 anos: até 1 hora por dia;
  • De 6 a 10 anos: até 2 horas diárias;
  • De 11 a 18 anos: até 3 horas por dia.

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