"De vez em quando eu penso em ti
então minha voz se cala
meu corpo estremece
e meu coração bate desesperamente...
uma lágrima se atira a esmo no espaço
e meus olhos se perdem no infinito.
De vez em quando eu te sinto
acariciando o meu rosto
balançando a cabeça, teus cabelos roçando o vento
tua voz acariciando meu ser
de vez em quando eu te encontro
perdida em meus passos
indomável diante dos meus braços
distante do meu sentimento.
De vez em quando eu penso em ti
como uma andorinha que se foi
como um raio que se apagou
ou uma luz que se perdeu no mar
de vez em quando eu te pressinto
tão perto e tão longe
tão perto que nem posso te alcançar
tão longe que não consigo te esquecer.
De vez em quando eu choro
e não consigo conter minha dor
por não poder te ter
por não poder te amar
por não suportar a força que tem
o rastro de uma felicidade
de vez em quando eu te tenho junto a mim,
pois és no meu amargor
a chama de uma saudade."
Fernando Barbosa Filho
Fato presumido, mas dificilmente assumido, o luto vai de encontro a nossa maturidade pessoal e ao nosso conjunto íntimo de valores. De qualquer forma, o luto compreende fases ou etapas, que podem ser expressas parcial ou totalmente.
Elisabeth Kluber Rossi elaborou cinco etapas do luto:
1. Negação - Nesta fase, a pessoa não aceita a perda e não quer falar sobre a mesma.
2. Raiva - Nesta fase, a pessoa se coloca indignada com tudo e todos e se sente não merecedora da perda.
3. Barganha - Nesta fase, o indivíduo passa a propor mudanças em seu modo de pensar e agir como forma de reverter a perda.
4. Depressão - Nesta fase, a pessoa assume sua impotência frente a perda e se torna melancólico e introspectivo.
5. Aceitação - Nesta fase, o indivíduo racionaliza a perda e age de forma sábia e com resiliência frente a perda.
Não é regra que uma pessoa enlutada tenha que passar por todas estas etapas, sendo que algumas atravessam as mesmas de forma rápida e outras venham a se estagnar em uma ou outra fase.
Um luto complicado é aquele que dura mais de 6 meses e a intensidade dos sintomas de humor são proeminentes e trazem redução significativa da qualidade de vida! Os que aqui se enquadram, devem procurar ajuda psicológica!

PSIQUIATRA COM FORMAÇÃO EM MEDICINA PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA E RESIDÊNCIA MÉDICA EM PSIQUIATRIA PELO CENTRO HOSPITALAR PSIQUIÁTRICO DE BARBACENA DA FUNDAÇÃO HOSPITALAR DE MINAS GERAIS.
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