20/05/2026

Notícia/Colunista

Quem já ouviu falar da tosse dos 100 dias?

A Pediatra Dra. Thaís Alvarenga Lopes é colunista do site Portal Campo Belo e vai tirar as dúvidas de você leitor(a), o assunto desta coluna será sobre “tosse dos 100 dias”.

Talvez não nestas palavras, mas tosse dos 100 dias, é a famosa “tosse comprida” ou coqueluche. Esta você conhece, ok? A intenção foi chamar a atenção para um assunto importante! Então leia até o final....

A expressão 100 dias é porque mesmo após tratada a tosse pode permanecer por longo tempo.

É causada pela bactéria Bordetella pertussis, que vive na garganta das pessoas, mesmo que com poucos sintomas, e é transmitida de uma pessoa para a outra por gotículas de saliva ao falar, tossir ou espirrar.

O som da tosse é característica e em forma de guincho. Quando ocorre repetidas vezes, a criança fica roxinha (cianose) pelo prejuízo da oxigenação do sangue. A respiração fica bem prejudicada e a criança não consegue comer ou mamar.

Em alguns casos é necessário a intubação para melhorar a respiração.
Quanto mais novo é o bebê, mais grave é a doença, que muitas vezes exige internação em UTI.

Pode causar ainda pneumonia, convulsões, comprometimento do sistema nervoso e MORTE! Em adultos, pode parecer um resfriado, sem muitos sintomas.

Para controlar essa situação é importante vacinar o bebê e todas as pessoas que convivem com ele, começando pela vacinação da gestante, para que ela possa transferir, através da placenta, os anticorpos que protegerão o recém-nascido nos primeiros meses, até que se complete o esquema de vacinação (por volta do sétimo mês de vida).

A vacinação de quem convive com o bebê constitui a chamada “Estratégia Cocoon” (casulo, em inglês).

Por isso, recomendo com frequência as mamães grávidas conferir o calendário vacinal das pessoas que terão contato direto com o bebê ( avós, pai, tios e babás, dentre outros).

Avisar com antecedência que não está disponível para visitas é uma forma de evitar constrangimentos.

E Cuidado! Nem a doença nem a vacinação confere imunidade permanente, devendo ser aplicada doses de reforço ao longo da vida.

autor

Por: Dra. Thaís Alvarenga Lopes

Graduada em Medicina pela  na Universidade Federal de Juiz de Fora.
Com residência médica em Pediatria pelo Hospital da Polícia Militar de Belo Horizonte.

Dra. Thais atende na Clínica Vitalle, localizada na Avenida Sete de Setembro, 286, Centro - Campo Belo/MG. Agende a consulta de seu filho(a) pelos telefones (35) 3605-1818 (35) 99976-8810.

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