Sandro Luiz Alves Portilho foi condenado nesta quarta-feira (30) a 40 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato, estupro e ocultação do corpo de uma menina de 12 anos em Lambari, no Sul de Minas. O julgamento ocorreu 15 anos depois do crime e o réu não poderá recorrer em liberdade.
Portilho foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e destruição e ocultação de cadáver. Os jurados aceitaram todas as qualificadoras apresentadas pela acusação, incluindo o emprego de meio cruel, asfixia e recurso que dificultou a defesa da vítima, considerando a diferença de força entre um homem adulto e uma criança.
A vítima, Daniela Maria Paiva de Paula, desapareceu em maio de 2011. Segundo informações divulgadas pela polícia na época, ela deixou a residência no dia 13 de maio para encontrar a mãe, que trabalhava como diarista, mas não chegou ao local.
Três dias depois, um agricultor encontrou o corpo da menina parcialmente nu e carbonizado em uma área de mata próxima ao Parque Estadual Nova Baden, em Lambari.
Durante anos, o crime permaneceu sem autoria definida. Em 2017, exames de DNA realizados a partir de material genético relacionado a outros casos atribuídos a Sandro apontaram compatibilidade entre o material biológico encontrado no corpo da vítima e o DNA do réu.
A sessão do Tribunal do Júri começou às 9h20 e foi presidida pelo juiz André Luiz Polydoro. O Conselho de Sentença foi composto por sete jurados, sendo quatro homens e três mulheres. Durante o julgamento, Sandro negou ter cometido os crimes.
Sandro Luiz Alves Portilho já possui outras condenações relacionadas a crimes cometidos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.
Em 2017, ele foi preso no Rio de Janeiro após a morte de Thifany Nascimento de Almeida, de 11 anos. Posteriormente, recebeu uma condenação de 37 anos de prisão por homicídio e ocultação de cadáver.
Em 2022, foi condenado a 21 anos de prisão pelo homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver de Hanah Pereira da Silva, de 17 anos. O corpo da adolescente foi encontrado carbonizado em janeiro de 2011, dentro de um chalé em Lambari.
O réu também foi condenado pela Justiça de Juiz de Fora em outros dois processos.
Em 2004, recebeu pena de 14 anos de prisão pelo assassinato de Maria Helena Marçola Alves, de 37 anos.
Já em janeiro de 2019, foi condenado a 11 anos de prisão pelo estupro de uma adolescente de 16 anos.