O setor público consolidado brasileiro registrou déficit primário de R$ 10 bilhões em agosto de 2026. O resultado considera a diferença entre receitas e despesas do governo, sem incluir os gastos com juros da dívida pública.
O desempenho de agosto representa o maior déficit para o mês desde junho de 2020, período marcado pelos impactos da pandemia de Covid-19.
A dívida bruta do país também avançou e chegou a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O percentual é 0,3 ponto percentual superior ao registrado no mês anterior.
Com esse resultado, a dívida bruta de agosto ocupa a 11ª maior marca desde 2008, quando começou a ser utilizada a atual metodologia de cálculo. As dez maiores taxas anteriores ocorreram durante o período da pandemia.
O maior percentual da série histórica foi registrado em outubro de 2021, quando a dívida bruta chegou a 87,7% do PIB.
Apesar do aumento da dívida, o déficit primário de agosto foi menor do que o registrado no mesmo mês de 2025. Na ocasião, o setor público consolidado apresentou resultado negativo de R$ 17,3 bilhões.