19/07/2026

Notícia/Campo Belo

Estudo de Harvard aponta que consumo de café pode reduzir risco de Alzheimer

Por muitos anos, os alimentos foram classificados de maneira bastante simplista, divididos entre os considerados "bons" e os vistos como "maus". Em alguns casos, novas descobertas científicas fizeram certos ingredientes mudarem completamente de reputação. Um exemplo clássico é o ovo, que já foi apontado como um dos grandes vilões da alimentação e, posteriormente, passou a ser valorizado como aliado de uma dieta saudável.

Com o avanço das pesquisas na área da nutrição, ficou evidente que essa divisão entre heróis e vilões não representa a realidade. Atualmente, os especialistas entendem que o mais importante é o conjunto da alimentação. Em vez de alimentos completamente benéficos ou prejudiciais, o que existe é uma dieta equilibrada — ou não.

Dentro dessa mudança de visão, o café é um dos exemplos mais marcantes. Durante muito tempo, a bebida foi associada a problemas como insônia e impactos negativos ao coração. Hoje, porém, diversos estudos apontam que seu consumo pode trazer benefícios à saúde, indo muito além do tradicional estímulo para enfrentar o cansaço após o almoço.

O interesse pelo café remonta ao século IX. Segundo relatos históricos, a bebida começou a despertar curiosidade quando um pastor observou que suas cabras ficavam mais agitadas e cheias de energia após consumirem folhas do arbusto que dá origem ao grão, planta nativa da região que atualmente corresponde à Etiópia.

A partir daí, o café se espalhou pelo mundo e se tornou uma das bebidas mais consumidas pela humanidade, ao lado da água e do chá. Essa enorme popularidade também oferece aos pesquisadores uma ampla base de dados para investigar seus efeitos sobre o organismo.

Um dos exemplos mais recentes é um estudo publicado pela Harvard University. A pesquisa acompanhou 131.800 pessoas ao longo de quatro décadas e encontrou uma associação entre o consumo habitual de café e um menor risco de desenvolvimento da Alzheimer's disease. Os resultados reforçam o interesse científico pelos possíveis benefícios da bebida e trazem mais um motivo para apreciar o tradicional cafezinho.

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