Médicos no Reino Unido afirmam que o uso excessivo de redes sociais por crianças e adolescentes pode ter impactos na saúde comparáveis aos causados pelo tabagismo. O alerta foi apresentado por entidades médicas em uma consulta pública do governo britânico sobre segurança digital.
A organização que reúne associações e faculdades de medicina no Reino Unido e na Irlanda destacou que os efeitos das plataformas digitais já são motivo de preocupação crescente entre profissionais de saúde. Em levantamento citado pelo grupo, mais da metade dos médicos consultados relatou atender semanalmente casos associados ao uso intenso de tecnologia por jovens.
Os impactos observados envolvem desde problemas físicos até efeitos psicológicos, como ansiedade, estresse e exposição a conteúdos violentos.
Diante desse cenário, o governo britânico discute medidas mais rígidas para proteger menores, incluindo possível restrição de acesso para menores de 16 anos, limites de tempo de uso e bloqueio de recursos considerados viciantes.
Outros países já adotaram iniciativas semelhantes, como a Austrália, que proibiu o acesso de menores às redes sociais.
Apesar das propostas, especialistas ainda divergem sobre a eficácia de uma proibição total, enquanto parte dos jovens critica possíveis restrições ao uso das plataformas.