01/05/2026

Notícia/Campo Belo

Menopausa aumenta risco de arritmias cardíacas, alertam especialistas

A menopausa provoca diversas mudanças no organismo feminino e também pode afetar a saúde do coração. A redução do estrogênio — hormônio que ajuda a proteger o sistema cardiovascular — aumenta o risco de arritmias e outras doenças cardíacas.

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O estrogênio contribui para a dilatação dos vasos sanguíneos e para a boa circulação. Com a queda desse hormônio, comum entre os 45 e 55 anos, cresce a preocupação com problemas cardiovasculares.

De acordo com o cardiologista Alexsandro Fagundes, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC), a diminuição do estrogênio reduz a proteção do coração e dos vasos sanguíneos. “Essa deficiência hormonal pode aumentar os níveis de colesterol LDL (colesterol ruim), elevando o risco de hipertensão e doenças cardíacas”, explica.

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Dados do Hospital do Coração de São Paulo (HCor) indicam que o risco de doenças cardiovasculares em mulheres pode aumentar em até 30% durante a menopausa. Fatores como histórico familiar, sedentarismo, obesidade e tabagismo podem agravar esse cenário.

Entre os sinais de alerta estão palpitações, cansaço excessivo, falta de ar, tontura, desmaios e dor no peito. Ao perceber esses sintomas, é importante procurar avaliação médica.

Especialistas recomendam hábitos saudáveis para reduzir os riscos, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do estresse, boa qualidade do sono e evitar álcool em excesso e tabagismo. O acompanhamento médico regular também é essencial para monitorar a saúde do coração.
 

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