Um novo eclipse lunar está previsto para o dia 3 de março e poderá ser observado em diferentes regiões do Brasil, ainda que de forma parcial.
O fenômeno sempre mobiliza curiosos e especialistas, mas, desta vez, o Brasil não estará na melhor posição geográfica para acompanhar o espetáculo completo da chamada Lua de sangue.
O eclipse ocorre quando há um alinhamento entre Sol, Terra e Lua, com a Terra projetando sua sombra sobre a Lua. No eclipse parcial, a sombra avança sobre o disco lunar. Já no total, a luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre, que filtra as cores e deixa a Lua avermelhada.
Segundo o astrônomo Thiago Signorini Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a maior parte do país verá apenas o eclipse penumbral, caracterizado por um leve escurecimento da Lua cheia.
Em cidades como São Paulo e Brasília, o fenômeno ocorre por volta das 6h, com a Lua baixa no horizonte e próxima ao nascer do Sol. No Acre, Rondônia e oeste do Amazonas será possível acompanhar parte do eclipse parcial. No extremo oeste do país, o encobrimento pode chegar a 96%, ainda classificado como parcial.
As melhores condições de observação da fase total estarão no Pacífico, em regiões como Nova Zelândia e Fiji.
De acordo com a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, o eclipse total passa pelas fases penumbral, parcial e total, retornando depois às fases parcial e penumbral. No Brasil, a fase total ocorrerá quando a Lua já terá se posto.
Cronograma (horário de Brasília):
5h44 – início do eclipse penumbral
6h50 – início do eclipse parcial
8h04 às 9h02 – fase total
O próximo eclipse total da Lua com todas as fases visíveis em todo o Brasil ocorrerá na noite de 25 para 26 de junho de 2029. Em agosto de 2026 haverá um eclipse parcial de grande magnitude. Em 2027 os eclipses serão apenas penumbrais, e em 2028 ocorrerão eclipses parciais, sem totalidade visível no país.