08/08/2022

Notícia/Região

Justiça condena integrantes de quadrilha especializada após furto de celulares em rodeio de Lavras

Foto: PM prende integrantes de quadrilha da Bahia especializada em furto de celulares em MG — Foto: Polícia Militar

Dois homens e duas mulheres, integrantes de uma quadrilha especializada em furto de celulares, foram condenados pelo furto de 44 aparelhos em uma festa de rodeio em Lavras (MG) em maio deste ano.

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Conforme informações do Ministério Público, os criminosos se deslocaram de Vitória da Conquista (BA) até Lavras para furtar celulares, documentos, cartões bancários, dinheiro e outros objetos do público presente à festa.

Segundo o MP, cada um foi condenado pela Justiça a uma pena de 6 anos e 10 meses de reclusão no regime semiaberto, além de pagamento de multa. Contudo, eles permanecem presos cautelarmente e não poderão recorrer da decisão em liberdade.

Investigações

As investigações apontaram que, no dia do evento, os denunciados compareceram no Parque de Exposição de Lavras, onde havia enorme aglomeração de pessoas, e, aproveitando-se do momento de desatenção das vítimas, que assistiam às atrações do evento, efetuaram diversos furtos de inúmeros objetos, dentre os quais 44 telefones celulares.

Acionada, a Polícia Militar conseguiu rastrear o aparelho celular de uma das vítimas, localizando os denunciados, já em fuga pela Rodovia Fernão Dias, próximo à cidade de Perdões.

“Na fuga, os denunciados tentaram dispensar uma sacola contendo 17 aparelhos celulares. Com a chegada do reforço militar, foram encontrados próximos à porta dianteira do veículo mais cinco telefones. Durante a busca no veículo utilizado para a fuga, foram localizados mais 22 aparelhos, alguns acondicionados em papel alumínio, além de dinheiro e cartão bancário”, diz trecho da denúncia.

A decisão da Justiça ressaltou a “expertise” do grupo criminoso, que se preocupou até em trazer consigo quantidade considerável de papel-alumínio para envolver os aparelhos e dificultar a atuação dos sistemas de localização.

Conforme a sentença, a prisão cautelar dos acusados busca impedir que, em liberdade, voltem a delinquir, haja vista terem constituído associação criminosa potencialmente lesiva à ordem pública.

Além disso, a decisão levou em conta o fato de que não possuem domicílio no distrito da culpa e de terem se deslocado entre estados da federação para praticarem delitos, razão pela qual a custódia também se demonstra necessária para garantir a aplicação da lei penal.

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