22/09/2018

Notícia/Geral

Baby blues: entenda o que é, sintomas e qual a relação com depressão pós-parto

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A maternidade é um passo na vida que envolve sentimento mistos. Durante a gravidez, por exemplo, ao mesmo tempo que é comum a mulher se sentir frágil diante das mudanças corporais, hormonais e incertezas do futuro, ela também revela - da concepção ao parto - a força feminina que carrega em seu ventre. Afinal, é a mãe que fornece todos os recursos biológicos para que o bebê se desenvolva.



Quando o bebê nasce, as emoções ocasionadas pelos hormônios podem se intensificar e causa uma sensação de tristeza e melancolia na mãe. Manifestar esse tipo de sensação não significa que a mãe não esteja feliz com a chegada de seu bebê. Essa bagunça emocional acontece devido a toda as mudanças pelas quais a mãe vem passando: nova rotina, forma física diferente, trazer uma criança ao mundo, expectativas sobre o futuro.



Esse período de humor instável pode ser caracterizado como baby blues ou depressão materna. De acordo com a American Pregnancy Association, entre 70% a 80% das mães experimentam algum tipo de sentimento negativo ou mudança de humor após o nascimento do bebê.



Segundo a psicóloga Silvia Sueli de souza Maia, professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG, o baby blues, ou tristeza materna, normalmente começa nos primeiros dois a três dias após o nascimento do bebê e pode durar até duas semanas.



Sintomas do baby blues



O baby blues se caracteriza por um estado regressivo e melancólico, em que a mulher costuma manifestar os seguintes sintomas:




  • Maior sensibilidade emocional

  • Constante vontade de chorar

  • Comentários autodepreciativos

  • Insegurança

  • Impaciência

  • Ansiedade

  • Insônia

  • Mudança brusca de humor



De forma geral o baby blues causa uma tristeza branda na mãe que não impossibilita que ela realize suas atividades ou cuide do bebê.



Diferença entre baby blues e depressão pós-parto



Pode acontecer de o sentimento de melancolia se manifestar de forma intensa e desmedida, fazendo com que a mãe sinta-se desmotivada diante da vida e não tenha força para lidar com a nova rotina. Nesse caso pode ser que ela esteja com um quadro de depressão pós-parto.



De acordo com Silvia, os custos emocionais ligados à depressão pós-parto fazem com que a mãe interaja menos com a criança. Da mesma forma, sintomas como irritabilidade, choro frequente, sentimentos de desamparo e desesperança, diminuição da energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, ansiedade e sentimentos de incapacidade de lidar com situações novas são emocionalmente potencializadas.



A principal causa da depressão pós-parto é também o enorme desequilíbrio de hormônios reprodutivos no pós-parto. Além disso, a privação de sono, isolamento, alimentação inadequada e falta de apoio do parceiro também podem potencializar esses fatores.



A depressão pós-parto costuma acontecer quando a mãe já possui histórico de depressão durante a gravidez ou em outros momentos da vida. Além deste, outros fatores podem levar a uma depressão pós parto:




  • Ter outros transtornos emocionais (depressão, ansiedade, etc)

  • Ter tido depressão pós-parto em uma gravidez anterior

  • Ter membros na família com histórico de depressão

  • Ter vivido eventos estressantes durante o período da gravidez (como complicações, doença, perda de emprego)

  • Ter dificuldade em amamentar

  • Bebê ter nascido com problema de saúde

  • Ter problemas de relacionamento com o cônjuge ou familiares.



Causas de baby blues



A causa do baby blues é desconhecida. No entanto, acredita-se que essa condição esteja relacionada com as alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez e novamente após o nascimento do bebê.



Em relação aos fatores químicos uma hipótese é a de que o período pós-parto faz com que ocorra uma queda dramática nos hormônios estrogênio e progesterona, e essas mudanças por si só podem contribuir para um quadro de tristeza. Outros hormônios produzidos pela glândula tireoide também podem cair bruscamente - o que pode aumentar o cansaço e sensação de tristeza. Mudanças no seu volume de sangue, pressão arterial, sistema imunológico e metabolismo podem contribuir para a fadiga e alterações de humor.



De acordo com a psicóloga Silvia Sueli de souza Maia, professora do curso de Psicologia da Universidade Univeritas/UNG, o baby blues pode ser compreendido como uma tristeza materna que acontece após o parto. e geralmente inclui mudanças de humor, episódios de choro, ansiedade e dificuldade em dormir. "O baby blues ou tristeza materna normalmente começa nos primeiros dois a três dias após o nascimento do bebê e pode durar até duas semanas".



Silvia explica que o baby blues acontece em decorrência de diferentes fatores. Além da questão hormonal, a mudança na rotina também afeta as emoções da mãe. "A rotina do sono, alimentação e os papéis relacionais dentro da família se modificam. A amamentação e os cuidados com o bebê tomam grande parte do dia da mãe, fazendo com que ela manifeste um estado emocional de introspecção", explica a especialista.



Tratamento para o baby blues



Apesar de o baby blues se apresentar de forma intensa muitas vezes, Silvia diz que não há necessidade de um tratamento intensificado. No entanto é fundamental o apoio do pai e da família. "Esse acolhimento e auxílio para lidar com o período contribuem para que haja uma regulação dos hormônios e ajudam a mãe a se acostumar com a nova rotina", conta.



No entanto, existem algumas ações que podem ser colocadas em prática para amenizar os sintomas do baby blues:




  • Exponha seus sentimentos: Falar sobre o que está sentindo pode contribuir para ter mais clareza sobre as sensações que se manifestam. Além de ajudar a colocar as emoções em perspectiva. Também ajuda as outras pessoas a saberem como você está se sentindo para que elas possam oferecer ajuda

  • Mantenha uma dieta equilibrada: É importante que a mãe tenha uma alimentação equilibrada durante enquanto estiver amamentando. No entanto, durante o período do baby blues ter uma alimentação equilibrada pode contribuir para amenizar os sintomas do baby blues. Alimentos ricos em ômega 3 podem ajudam na manutenção e equilíbrio das funções cerebrais. Peixes, em especial salmão, arenque, truta, sardinha, frutos do mar, linhaça, canola, espinafre e agrião são boas fontes do nutriente

  • Peça ajuda: Não há necessidade de dar conta de tudo principalmente no período pós-parto. Se tiver a chance, peça ajuda ao seu companheiro (a) e tente dividir atividades da rotina. Se não puder, o auxílio de um parente e até alguém próximo também pode fazer a diferença. O importante é que você tenha tempo para se concentrar na alegria de ter um novo bebê e não apenas na pressão dos dias

  • Não espere ser perfeita: Essa máxima poderia ser um lema entre as mães, mas durante os primeiros dias é importante tê-la sempre em mente. Lembre-se que você trouxe uma criança ao mundo há poucos dias, está se recuperando do parto, independente de qual tenha sido, não é saudável se culpar por não conseguir acertar logo de cara. A medida que o baby blues for diminuindo, você se sentirá mais disposta para se realizar as tarefas com mais sucesso

  • Tenha em mente que você não está sozinha: Não existe culpa em ter baby blues e qualquer mulher pode manifestar essa condição. Se você sentir que as emoções estão intensas demais para você converse com o seu médico e busque orientação psicológica.


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